Wines from Beira Interior: Organic and Biodynamic from the Naturtejo Geopark

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Os favoritos da Geocakes

É difícil escolher, nós sabemos. Veja aqui os produtos mais vendidos da loja, pode ser que ajude a escolher.

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Wines from Beira Interior produced by two estates rooted in the Naturtejo Geopark territory: Quinta dos Termos, certified in Integrated Production by Sativa, and Herdade do Escrivão, with Demeter biodynamic certification and over 20 years of organic farming. Reds, whites, rosés and a Brut sparkling wine made by the classical method, all DOC Beira Interior.

A selection made for anyone who wants to know what's in the glass: where the grapes come from, who tends the vineyard, and what commitment exists to the land. Wines to drink with pleasure and to pair with the cheeses, sausages and biscuits from Beira Baixa also found at Geocakes.

Região da Beira Baixa

Geopark Naturtejo

O Geopark Naturtejo é um território de paisagens únicas, aldeias históricas e património geológico de relevância internacional, integrado na rede mundial de Geoparques da UNESCO. Um destino onde natureza, cultura e tradição se encontram no coração do Centro de Portugal.

Sustentável

Biológico

Saboroso

Autêntico

Informação Adicional

A Beira Interior é uma região vitivinícola que muitos conhecem pelo nome mas poucos conhecem pelo copo. Vinhas plantadas entre os 400 e os 600 metros de altitude, solos graníticos e de xisto arenoso, clima continental com amplitude térmica marcada: são estas condições que moldam o carácter dos vinhos beirões, com uma frescura e uma mineralidade que raramente se encontra noutras regiões portuguesas. A Geocakes selecionou vinhos de dois produtores enraizados neste território, ambos com compromissos verificáveis com a viticultura sustentável e com a expressão genuína do terroir do Geopark Naturtejo.

A Quinta dos Termos pertence à J. Carvalho Family Estates, produtora histórica da Beira Interior desde 1945. Com cerca de 60 hectares de vinhas em solos graníticos a altitude média de 500 metros, cultiva 18 castas tintas e 6 brancas com foco nas variedades tradicionais da região. Todos os seus vinhos nesta coleção têm certificação em Produção Integrada by Sativa, um modelo que respeita o ecossistema local, evita químicos de síntese e valoriza os recursos endógenos da Beira Interior. Aqui encontra um tinto DOC 2021 com Jaen, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Trincadeira, um branco DOC 2024 com Síria, Fonte Cal e Arinto de solos graníticos, um rosé DOC 2023 com a combinação invulgar de Syrah e Baga, e um espumante bruto 2021 pelo método clássico com segunda fermentação em garrafa e remoagem manual, distinguido com 16 pontos pela revista Vinho Grandes Escolhas.

A Herdade do Escrivão é uma propriedade de 80 hectares em Castelo Branco, com 4,5 hectares de vinha em terrenos arenosos de xisto, liderada pelo viticultor Miguel Valente e pelo enólogo João Salavessa. Com mais de 20 anos de prática em agricultura biológica e certificação biodinâmica Demeter desde 2019, a herdade integra vinha, hortícolas, cereais, pastagens e um núcleo de cabras da raça charnequeira num ecossistema agrícola coerente. Os vinhos da Herdade do Escrivão disponíveis nesta coleção incluem um tinto biodinâmico 2020, uma reserva 2019 de maior concentração e complexidade, um branco biológico 2025 com casta Síria de solos de xisto, e um rosé biodinâmico 2025 de Touriga Nacional em conversão para Demeter. Todos nascem de vinhas inseridas no território do Geopark Naturtejo UNESCO.

Para quem é

Esta seleção é para quem quer ir além do rótulo. Para quem pergunta de onde vêm as uvas, como se trata a vinha e o que significa cada certificação antes de abrir a garrafa. A Quinta dos Termos é uma boa entrada para quem procura vinhos de produção sustentável a preços acessíveis (5,25€), com perfis aromáticos limpos e castas tradicionais da Beira Interior bem expressas. A Herdade do Escrivão serve melhor quem já conhece o universo do vinho biológico e quer explorar o que a biodinâmica Demeter acrescenta: vinhos com maior concentração aromática, terroir mais pronunciado e um historial de mais de duas décadas de compromisso com a terra beirã.

São também vinhos para a mesa. Os tintos beirões, com taninos polidos e notas de fruta vermelha madura, acompanham bem os queijos curados da Beira Baixa, os enchidos artesanais e os pratos de carne de forno. Os brancos e rosés, com acidez natural e frescura mineral, são parceiros naturais de refeições mais leves ou de momentos de partilha. O espumante bruto da Quinta dos Termos, seco e de bolha muito fina, funciona do aperitivo à sobremesa.

Como escolher

Por perfil de vinho: se procura um tinto com mais corpo e potencial de guarda, a Reserva Herdade do Escrivão 2019 (10,50€) é a escolha mais evidente. Para um tinto de entrada equilibrado, o Quinta dos Termos DOC 2021 (5,25€) tem quatro castas tradicionais com estágio parcial em barricas de carvalho francês. Nos brancos, o Branco Herdade do Escrivão 2025 (8,50€) surpreende pela intensidade aromática da casta Síria em solos de xisto; o Branco Quinta dos Termos 2024 (5,25€) é mais imediato, fresco e mineral. Nos rosés, a Touriga Nacional da Herdade do Escrivão (8,50€) tem maior intensidade aromática; o Syrah e Baga da Quinta dos Termos (5,25€) é mais versátil à mesa.

Por tipo de certificação: a Produção Integrada by Sativa (Quinta dos Termos) garante viticultura sustentável sem químicos de síntese. A certificação Demeter (Herdade do Escrivão) vai mais longe: implica tratar o solo como organismo vivo, com práticas biodinâmicas que incluem compostos naturais e calendário lunar, num compromisso que a herdade mantém desde 2019. Ambas são verificáveis e transparentes, sem marketing vazio.

Por ocasião: o espumante bruto 2021 da Quinta dos Termos (12,95€) é a escolha certa para uma ocasião especial. Para uma refeição regular com produtos da Beira Baixa, qualquer um dos tintos ou brancos a 5,25€ cumpre com honestidade. Para oferecer num cabaz com biscoitos artesanais da Geocakes, o Reserva ou o espumante têm o peso simbólico certo.

Perguntas Frequentes

O que distingue os vinhos da Herdade do Escrivão (Demeter) dos da Quinta dos Termos (Produção Integrada), e quando vale a pena escolher cada um?

A Quinta dos Termos trabalha em Produção Integrada by Sativa, um modelo sustentável sem químicos de síntese que respeita o ecossistema local. A Herdade do Escrivão vai mais longe com a certificação biodinâmica Demeter desde 2019, tratando o solo como organismo vivo com práticas que incluem compostos naturais e ciclos lunares. Se quer um vinho de produção responsável a preço acessível, a Quinta dos Termos é a entrada natural. Se quer explorar o que a biodinâmica acrescenta ao terroir beirão, com mais de 20 anos de compromisso verificável, a Herdade do Escrivão é a escolha.

O que significa concretamente a certificação biodinâmica Demeter, e como se reflete no sabor e no terroir da Beira Interior?

A certificação Demeter exige que a propriedade seja gerida como um ecossistema autossuficiente: sem fertilizantes químicos, sem pesticidas de síntese, com preparados naturais aplicados segundo o calendário biodinâmico. Na Herdade do Escrivão, isso significa que a vinha de xisto arenoso coexiste com hortícolas, cereais, pastagens e cabras da raça charnequeira, criando sinergias naturais que se traduzem em vinhos com maior expressão aromática, textura mais viva e uma ligação mais pronunciada ao terroir do Geopark Naturtejo.

Estes vinhos são adequados para combinar com queijos ou biscoitos da Beira Baixa em cabazes ou à mesa?

Sim, e é precisamente essa combinação que a Geocakes propõe. Os tintos da Beira Interior, com taninos polidos e notas de fruta madura, acompanham bem os queijos curados de ovino e caprino da Beira Baixa. Os brancos e rosés, com acidez natural e mineralidade de solos graníticos e de xisto, funcionam com biscoitos, alheira e pratos mais leves. O espumante bruto da Quinta dos Termos é o parceiro ideal para um cabaz de oferta com os biscoitos artesanais da Geocakes.

O que distingue um vinho DOC Beira Interior de vinhos com denominação de origem de outras regiões portuguesas?

A denominação DOC Beira Interior é definida por um conjunto de castas autóctones (Rufete, Fonte Cal, Síria, Jaen, Touriga Nacional, Tinta Roriz, entre outras), por vinhas cultivadas entre serras a altitudes que rondam os 400 a 600 metros, e por solos graníticos e de xisto que conferem frescura, mineralidade e estrutura raramente presentes nos vinhos de regiões mais quentes. O resultado são vinhos com acidez natural mais elevada, perfis aromáticos mais delicados e um carácter de terroir muito específico, que os distingue dos Alentejo, Douro ou Lisboa.